Os Bastidores Dos 40 Anos De Playboy No Brasil 3: Parte III

     

Paz Vega Interpretará Alina, Um Dia?

     "Para quem eventualmente se preocupava com as fotos de Alina, não havia maiores problemas: as fotos exibiam uma mulher madura, mas dotada de encantos, com seios firmes e pernas bonitas. A expressão da filha de Fidel, porém, configurava um anticlímax: rosto sério, quando não fechado, ar indiferente ou mesmo contrafeito. Em centenas de slides, nem um mísero sinal de felicidade a iluminá-la.

Depois de muito ver e rever  as fotos, discuti-las com o próprio Duran e com nosso campeoníssimo diretor de arte Carlos Grasseti ― profissional extremamente meticuloso e exigente ―,  pensar e repensar, levei-as a Thomaz Souto Corrêa com meu veredicto: daquele jeito, eu não queria publicar." 

(Ricardo Setti, ex-diretor da Playboy no Brasil)


       "Leal a um pedido meu, Duran guardou absoluto segredo sobre esse assunto durante mais de dez anos. Quando fui convidado a escrever um texto a respeito do caso todo para extinta revista, Alfa em 2010, voltamos ao tema e perguntei-lhe se Alina fora a mulher mais travada que fotografara.

          Ele respondeu:
― Foi a única. E foi a única matéria minha que não saiu.
         Pois deixe-me surpreender Duran, e provavelmente minha ex-equipe, e também quem leu esta história até aqui : se pudesse voltar no tempo, a matéria teria, sim, saído. Levei anos para chegar a essa conclusão, mas me arrenpendi da decisão tomada em 1998.
        Hoje considero que agi com rigidez excessiva e, com isso, dei um tiro no pé. O ar sisudo de Alina não tirava a beleza das fotos, nem prejudicava a revelação de seu corpo e muito menos impediaria a edição de Playboy de ser um furor, com a filha de Fidel Castro, nua, no esplendor de uma suíte de um hotel de luxo em Roma." (Ricardo Setti, foi diretor da Playboy entre 1994-1999 e, ao longo de sua gestão, a revista alcançou nove das dez maiores vendagens em sua história.) 


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